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Mesmo com alta do chocolate, Páscoa deve ter crescimento de 5% nas vendas na região

📅 25/02/2026 ⏱️ 3 min de leitura
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Divulgação: Sincovat

As vendas relativas à Páscoa na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte devem crescer cerca de 5% este ano, em relação a 2025, de acordo com as projeções do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região). A data é uma das mais importantes do ano para os supermercados e lojas especializadas em chocolate.

Aliás, o chocolate, item mais procurado nesta época, é o grande vilão desta Páscoa. O preço das barras e bombons subiu 24,68% nos últimos 12 meses, bem acima da inflação média geral (4,92%). O motivo é o forte aumento do valor do cacau no mercado internacional nos últimos anos, que acaba refletindo diretamente nos ovos de chocolate.

“Esse aumento deve frear um pouco as vendas dos ovos de Páscoa. Muitos consumidores vão acabar substituindo por outros produtos de tamanhos menores, biscoitos recheados e itens que, de alguma forma, diminuam a quantidade de chocolate para reduzir o preço. No entanto, a data é muito importante para o varejo, já que muitas contas do início do ano já ficaram para trás e o orçamento doméstico está com mais fôlego”, explica o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg.

Os dados do mercado de trabalho refletem o bom desempenho das vendas e o crescimento das lojas especializadas na região. O comércio varejista de doces, balas, bombons e semelhantes encerrou o ano de 2025 com um estoque de 841 empregados celetistas, uma alta de 2,7% em relação a dezembro de 2024. Ao analisar a série histórica, o aumento no número de vínculos celetistas em relação a 2020 é de quase 80%. Já o setor de supermercados foi o que mais cresceu durante o ano passado. Só na RM Vale, o segmento criou 2.369 novas vagas formais de emprego.

Com relação aos preços dos produtos, enquanto o chocolate subiu demais, em grande parte dos itens que normalmente compõem a ceia de Páscoa o preço caiu ou subiu abaixo da inflação geral. O arroz, por exemplo, exibiu queda de 23,51% no acumulado dos últimos 12 meses. Entre os acompanhamentos, destaca-se o recuo de 11,18% nos preços da batata-inglesa, enquanto os preços da cebola caíram 8,65%.

Outra boa notícia é que os preços do grupo pescados também caíram ou subiram abaixo da inflação. O preço da tilápia caiu 5,04% e o da pescada variou -1,12%. O cação e a merluza também ficaram 0,91% e 4,66% mais baratos, respectivamente, enquanto o preço do salmão avançou 1,60%.

Nota Metodológica – As projeções são elaboradas com base nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), a qual utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista. A pesquisa é elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, por meio de um convênio de cooperação técnica com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.